23 de set de 2013 • por Mariana Ribeiro
O prédio neoclássico de 1922 do Museu da Escola Catarinense da Udesc — Mesc —, no Centro de Florianópolis, inspirou a temática da Mostra Casa Nova 2013, evento realizado pelo Diário Catarinense, e que este ano traz o foco para a Pinacoteca.
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Tive o prazer de ter a atual Diretora do Museu, Sandra Makowiecky como chefe quando ela exercia a função de Pró-Reitora de Ensino na Udesc. Fiquei muito feliz em saber que sua nova empreitada como Diretora do Museu tem sido sucesso e encaminhei uma mini entrevista para ela, que gentilmente respondeu! Confiram:

♥ Como foi o desafio de transformar um espaço praticamente esquecido no Centro de Florianópolis, colocando-o de volta no cenário cultural?
A palavra desafio é bem apropriada.  Corremos contra o tempo e lidando com diversos órgãos e setores e seus interesses, como Grupo RBS/Diario Catarinense, arquitetos, UDESC, IPUF/Sephan, FCC e a burocracia toda, pois envolve vários setores públicos  como Prefeitura, Bombeiro, vigilância sanitaria, CELESC, CASAN...sim, foi desafio imenso.
Sobre colocar este espaço de volta no cenário cultural, teremos que ver o futuro. Estamos viabilizando uma promessa de futuro.  O centro da cidade precisa de um projeto maior de revitalização e a prefeitura esta se empenhando para isso, com alguns projetos.

♥ Quais serão os benefícios que o evento trará para o Museu?
O Museu da Udesc foi todo revitalizado recebendo pintura nova tanto na parte interna como na externa, iluminação especial de fachada com projeto luminotécnico executado com tecnologia de vanguarda no Brasil, recuperação das redes elétricas e hidráulicas, projetos de prevenção de incêndio e vigilância sanitária, recuperação dos banheiros, recuperação de esquadrias de portas, janelas e vidros, recuperação dos pisos das salas, execução e doação do projeto da lojinha do museu e da cafeteria, execução e doação do projeto de valorização do vão central, doação de luminárias para vários ambientes, por parte dos expositores e patrocinadores, além de muitas outras melhorias que em curto prazo a universidade não conseguiria realizar.  Enfatizo  o êxito na parceria Público-Privado. “Não apenas a UDESC será beneficiada, mas a cidade de Florianópolis”.   Após o término da Mostra, o IPUF/ SEPHAN e FCC irão fazer vistoria no imóvel para determinar o que poderá permanecer e o que deverá ser retirado, ambiente por ambiente, pois como o prédio é tombado na categoria P1, ou seja, tanto interna como externamente, recebe supervisão externa. Desta forma,   muitas coisas terão que ser retiradas, mesmo que os expositores desejem deixar para o museu, como revestimentos de paredes, para exemplificar. Todas as paredes, em principio, deverão retornar apenas à pintura branca. Não foi  feito restauro, mas sim recuperação. Todavia, os cuidados foram os mesmos.

♥ Sandra, como sei do seu gosto pela moda, não posso deixar passar a oportunidade de te perguntar: o que é ter estilo para você?
Estilo , para mim, tem a ver com gentileza e educação. Disso decorre estilo e elegância. Estilo é elegância. Ter estilo é ser elegante e pessoas elegantes são pessoas gentis, educadas. Não tem a ver com Moda, propriamente. Agora, se quiser uma definição strictu sensu para moda, estilo é aquilo que distingue uma pessoa em sua forma de vestir. Ela mostra algumas preferencias que a denotam, que a singularizam. Mesmo que seja sem charme algum, é o estilo dessa pessoa. Ela é singular em sua falta de graça.  Desta forma, todo tem seu estilo.
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Mais sobre o Museu e a Mostra Casa Nova
Mostra Casa Nova propõe resgate cultural ao ocupar Museu da Escola Catarinense

Ajudar na preservação e fazer melhorias no Museu da Escola Catarinense (Mesc), patrimônio histórico no Centro da Capital, será um dos objetivos da Mostra Casa Nova, que chega à 12ª edição em setembro. O prédio do Mesc está situado numa área importante, mas esquecida no contexto da cidade.

A proposta do evento, que neste ano tem como tema Pinacoteca, é se preocupar com toda esta região que inclui o Museu Victor Meirelles, a Academia Catarinense de Letras, a Travessa Ratclif e o Museu do Palácio Cruz e Sousa. Propõe ainda criar um mapa cultural, além de iniciativas como uma feira de antiguidades, artesanato e sebos de livros para compor a estratégia de aproveitar as ruas nos finais de semana. A organização do evento também busca parcerias para deixar um legado, como a fachada revitalizada e iluminada e alguns espaços internos (lavabos e livraria-café).

Na opinião da diretora do Museu, Sandra Makowiecky, a Mostra, ao ter como sede endereços históricos urbanos tombados, ajuda na revitalização de espaços de importância cultural e valoriza uma área pouco prestigiada no Brasil: o patrimônio histórico.

Nesta edição serão 30 ambientes projetados pelos melhores profissionais e marcas catarinenses. Em setembro, a Mostra será aberta ao público com uma pinacoteca em novo horário de funcionamento, das 17h às 22h, e nos finais de semana, das 14h às 21h. Para valorizar e facilitar a mobilidade urbana, a Mostra contará com espaço para acomodar bicicletas e os ciclistas terão desconto no ingresso.

* Por Abreu Jr., arquiteto e curador da Mostra
Fonte: Diário Catarinense
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Mariana • 29 • Florianópolis. Mais?




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