15 de out de 2013 • por Mariana Ribeiro
Hoje vou contar uma história, e vai ser longa! Se tiver com preguiça de ler tudo pode ir direto pro vídeo no fim e se divertir por lá. Mas se quiser entender a razão disso tudo, vem comigo...
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Há seis meses atrás recebi um email do meu treinador, Fabiano Braun, com um esqueleto de como seria a preparação para uma prova chamada “Mountain do Lagoa da Conceição”. Já tinha ouvido falar, mas correr em algo diferente do asfalto não me parecia possível...
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Mapa do percurso do MD - Total de 73km
Aliás, há um ano e meio atrás correr também não me parecia algo razoável. Mas as coisas mudam, que bom!
Comprei o desafio e daí em diante começou a preparação: treinos semanais na pista e treinos aos sábados de reconhecimento nos trechos. (já fiz um post com vídeo contando aqui)
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Treinos de reconhecimento com a assessoria Floripa Runners
Foi ai que vi que não estava ainda preparada. As dores eram fortes... então parti para um fortalecimento muscular mais intenso na musculação (sempre seguindo as orientações do Fabiano FR). E aos poucos as coisas foram melhorando... até o dia do treino do trecho 7 – da Vargem Grande até a Costa da Lagoa (para mim o mais difícil)! Foi meu primeiro longão (+- 14km) e eu quebrei. Depois desse dia achei que não ia mais conseguir correr... é incrível como a cabeça da gente tem influência na corrida, tanto no lado bom como ruim. Depois dessa “quebra” procurei ajuda de uma fisioterapeuta especializada em suporte esportivo, Fernanda Ávila, e lá encontrei a peça que faltava para conseguir fazer o Mountain do.
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Para quem é corredor há mais tempo, e está acostumado com terreno variado isso pode parecer besteira.. mas para mim foi muito difícil encarar esse desafio. Correr na areia fofa, em dunas, subir barrancos, trilhas.. eu nunca havia feito nada disso antes. Esse tipo de corrida me trouxe uma quebra de rotina fantástica.
E o tempo vai passando... a gente vai correndo e então: o dia chega!

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Eu fiquei muito ansiosa, afinal fiz a prova em octeto, ou seja, mais 7 pessoas ali dependiam do meu desempenho também. Óbvio que não estávamos com nenhuma pretensão ali, muito longe disso, mas acontece que eu sou muito competitiva comigo mesma. O Fabiano tinha estipulado 58 minutos para o meu trajeto, e eu sei que se eu fizesse mais que isso a minha cabeça ia me incomodar. Procurei não pensar nisso, não havia ninguém me cobrando. Mas a maior cobrança vem de dentro.

Antes das 5 da manhã do dia 12 de outubro já estava de pé, toda a alimentação já estava preparada, roupa separada e mochila feita! Era só partir para encontrar a equipe e esperar o meu trajeto e sebo nas canelas.
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parte do meu octeto <3
No tempo entre o começo da primeira atleta da equipe e o meu (eu fui a quinta) eu fui do máximo da empolgação (como vocês vão ver no vídeo) até o máximo do nervosismo.

Até que chegou a hora. A Aline Flor chegou do trecho 4, peguei o sensor e fui... e começou a passar um filme na minha cabeça, tudo que eu havia treinado, feito e abdicado para estar ali.
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Não tenho dúvidas que o mais difícil de uma prova é a preparação para ela. O dia estava lindo, não chovia. O começo do meu trecho foi em umas “mini dunas” do mal! Areia fofinha, linda para sentar e fazer um castelinho, mas para correr o tornozelo já reclamou...
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até que cheguei na parte do trajeto que é um bosque, bom de correr por conta da sombra, mas o chão é super irregular, com inúmeras raízes. Concentra e vai... tudo parece tão longe! No meio daquele bosque deserto #medo ia toda hora conversando comigo mesma: “será que caminho um pouco para descansar” “que pensamento idiota, descansa depois” “será que forço agora ou guardo fôlego para depois” “e se eu cair” “e se não eu passar muito do tempo..” A cabeça é complicada! Procurei curtir mais a prova, focar na passada (torta :P) ...  E como nem tudo é sombra de bosque, chegou o trecho da praia do Moçambique! E ventava muito forte, e a sensação na praia era que uma pessoa te segurava. Além disso a maré estava alta, a areia mole e o sol forte!
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Mas aí só faltavam mais dois quilômetros. Pelo garmin vi que ia conseguir fazer dentro do que o Fabiano havia estipulado e isso foi me dando forças. Devido a inclinação da praia comecei a sentir uma dor forte na lombar e a vontade de ficar caminhando era grande, até que avistei ao longe a minha amiga Mari Siebert que cumpriu o prometido de me buscar na praia.
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Era a força que eu precisa para acabar de vez. A onda veio, tirei o tênis e fui pros 500 metros mais longos da vida.
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Cheguei, passei o chip e acho que desabei. Não lembro bem se estava rindo ou chorando, é uma sensação muito louca!  Eu havia conseguido completar, e em 51 minutos! Venci meu próprio desafio e estava muito feliz.
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E o melhor disso tudo é poder compartilhar essa euforia com quem a gente gosta. Meu namorado correu o MD também e foi ótimo estar com ele lá!
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Ver a minha amiga Siebert correndo comigo e uma felicidade gigante, meu octeto lindo com meninas maravilhosas e super divertidas!
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Foi maravilhoso poder contar com a ajuda de profissionais que fazem você dar o seu melhor e ir além do que você acha possível (muito obrigada Fabiano – Floripa Runners, Fernanda Ávila e todos da academia Top One). Além de todos os amigos que a corrida me trouxe, uma galera do bem, que se preocupa com o outro, que curte fazer o esporte por prazer e qualidade de vida. E no final, é isso que conta.

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E agora, o vídeo! Por favor relevem meu entusiasmo em demasia, mas era muita adrenalina! :P

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